Violência, guerra, destruição...
Por que violência? O que fazer para evitar a violência? A mente humana (que é o intelecto, alma, espírito, inteligência) e o cérebro, dois sistemas integrados, encarregados do registro e processamento das percepções das realidades externa e interna; da integração dessas percepções e da tomada de decisões a partir dessa integração.
Dentro desse conceito, um quadro psicótico é definido como uma “alteração” da conexão mente-cérebro, havendo um prejuízo definido na distinção adequada entre mundo externo e interno. Essas alterações podem ocorrer devido a problemas na percepção adequada de estímulos em sua integração e na elaboração de julgamentos e condutas frente a essa alteração.
Situações possíveis de psicose:
Ø Alucinações, idéias delirantes;
Ø Desconfiança exagerada, isolacionismo, hostilidades, agressividade;
Ø Tristeza acentuada, insônia, idéias e tentativas de suicídio;
Ø Humor eufórico, agitação psicomotora, idéias e planos grandiosos (Paulo Maluf, Edmar Moreira, o Deputado do Castelo);
Ø Alheamento quanto ao mundo externo, predomínio do mundo interno;
Ø Embotamento afetivo (insensível);
Ø Conduta bizarra ou estranha.
A esquizofrenia: são transtornos com sintomas psicóticos que alteram a capacidade de trabalho e comprometem as relações interpessoais por um período prolongado de 1 a 6 meses.
Alucinações, delírios, pensamentos inlógicos ou incomuns e déficit na expressividade emocional e no funcionamento psicossocial. Não existe doença esquizofrenia, trata-se de um grupo de transtornos mentais psicóticos com diferentes etiologias, que é esquizofrenia: na realidade é uma síndrome (sinais e sintomas).
O Transtorno de Ansiedade
A ansiedade é uma emoção semelhante ao medo: representa um sinal de alarme para situações de ameaças à integridade física ou moral, ou ao sucesso pessoal; frustrações de planos, perda de posição social, de entes queridos.
A ansiedade passa a ser patológica quando se torna uma emoção desagradável e incômoda que surge sem estímulos externos, quando a intensidade, duração e freqüência estão aumentados e associados ao prejuízo do desempenho social ou profissional do indivíduo.
Depressão
É uma condição médica comum em cuidados primários, tendo em geral, uma evolução crônica caracterizada por episódios recorrentes. Está frequentemente associada com incapacitação funcional e comprometimento da saúde física.
Os pacientes deprimidos apresentam limitações das suas atividades e bem estar.
A depressão em geral é um transtorno crônico e recorrente.
Diagnóstico de Depressão:
Sintomas Fundamentais:
1) Humor deprimido;
2) Perda de interesse;
3) Fatigabilidade.
Sintomas Acessórios:
1) Concentração e atenção reduzida;
2) Auto-estima e auto-confiança reduzidas;
3) Idéias de culpa e inutilidade;
4) Visões pessimistas do futuro;
5) Sono perturbado;
6) Idéias ou atos auto-lesivos ou suicídio.
A personalidade é a “qualidade” do que é pessoal; o conjunto dos caracteres exclusivos de uma pessoa, aquilo que a distingue de outra, que lhe é próprio e essencial. Individualidade consciente, pessoa muito conhecida.
O caráter é a firmeza de vontade, honradez, aquilo que moralmente distingue um pessoa da outra.
A neurose é transtorno da personalidade, causador de tensões e conflitos internos; na confirmação do eu na esfera amorosa, na ordem profissional e no comportamento social.
As linhas transcritas acima foram confeccionadas, através de manuscritos, por um profissional médico que exerce seu dia-a-dia hipocrático no campo da saúde pública, tentando refletir sobre a gênese das várias espécies de violência humana que hoje nos assola e nos condiciona a perceber o modelo de vida contemporâneo que foi adotado até então, como “fruto normal do progresso”, seja este político, econômico ou social.
Partamos, então, a partir de tais considerações, para algumas reflexões...
Reflitamos sobre como os efeitos colaterais decorrentes da violência física, desencadeada por aspectos fisiológicos e patológicos, internos e externos, inicialmente citados no presente texto, tem atingido indistintamente todos os cidadãos, da periferia aos bairros nobres, do desempregado às autoridades públicas e grandes empresários.
Pensemos particularmente que assim como a forma física, as violências moral e ética, têm se disseminado em nosso meio como uma epidemia de grandes proporções, capaz de esmagar todos os nossos valores imateriais, como a vida humana, a paz, a tolerância e o respeito às diferenças e ao convívio coletivo.
O menor gesto de desagrado ou desacordo ao que seja considerado padrão social serve de estopim para que as mais diversas formas humanas de eliminação, segregação e expiação venham à tona... não é à toa que Bauman, sociólogo, relata em seu texto “Modernidade e Holocausto” (1998), que nuances segregatórias e racistas inerentes ao holocausto nazista estariam subliminarmente disseminadas em nossa contemporaneidade social... a “medicina e a jardinagem” como formas de eliminação das ervas daninhas, dos contaminados, dos cidadãos socialmente diferentes e descartados pela estrutura econômica e política vigente.
Notemos, com preocupação, que não há vacina, soro, medicamentos, ou qualquer tipo de cura ou tratamento paliativo para a ausência de ética, escrúpulo e caráter humanos. A corrupção, a passividade e a conivência, a intolerância, a impunidade, o nepotismo, o jargão popular de “levar vantagem em tudo”, também conhecido como “lei de Gerson”, são sequelas decorrentes de uma sociedade doente.
Tais desvios de comportamento, longe de serem considerados patológicos, anatômicos ou fisiológicos, estão principalmente e intrinsecamente relacionados à educação e ao espírito humano, e não nos permitem predizer que a ciência dará cabo ou resposta para o caos ou crise moral que assola o país.
Pelo contrário, a epidemia “amoral” nacional, que traz como desdobramento a propagação de todas as espécies de violências físicas e psicológicas, nos mostra como é importante o papel terapêutico que cada cidadão tem, isoladamente ou em família, de provocar mudanças que proporcionem a contenção do avanço deste tipo epidêmico na coletividade: que valores nós temos passado aos nossos filhos, sobrinhos, netos, familiares e amigos ?????????? E ao próximo ????????
As perguntas estão lançadas... as respostas estarão presentes no dia-a-dia, no nosso cotidiano, na diminuição ou aumento das inúmeras formas de violência que se avizinham...
João Peixoto Neto
Farmacêutico-Bioquímico
Bacharel em Direito
Especialista em Direito Sanitário/ENSP/FIOCRUZ
Mestrando em Sociologia PPGS/UFPB
Contribuiu para o presente artigo o Dr. João Peixoto Filho, Médico Clínico Geral, CRM-PB 2815.
Por que violência? O que fazer para evitar a violência? A mente humana (que é o intelecto, alma, espírito, inteligência) e o cérebro, dois sistemas integrados, encarregados do registro e processamento das percepções das realidades externa e interna; da integração dessas percepções e da tomada de decisões a partir dessa integração.
Dentro desse conceito, um quadro psicótico é definido como uma “alteração” da conexão mente-cérebro, havendo um prejuízo definido na distinção adequada entre mundo externo e interno. Essas alterações podem ocorrer devido a problemas na percepção adequada de estímulos em sua integração e na elaboração de julgamentos e condutas frente a essa alteração.
Situações possíveis de psicose:
Ø Alucinações, idéias delirantes;
Ø Desconfiança exagerada, isolacionismo, hostilidades, agressividade;
Ø Tristeza acentuada, insônia, idéias e tentativas de suicídio;
Ø Humor eufórico, agitação psicomotora, idéias e planos grandiosos (Paulo Maluf, Edmar Moreira, o Deputado do Castelo);
Ø Alheamento quanto ao mundo externo, predomínio do mundo interno;
Ø Embotamento afetivo (insensível);
Ø Conduta bizarra ou estranha.
A esquizofrenia: são transtornos com sintomas psicóticos que alteram a capacidade de trabalho e comprometem as relações interpessoais por um período prolongado de 1 a 6 meses.
Alucinações, delírios, pensamentos inlógicos ou incomuns e déficit na expressividade emocional e no funcionamento psicossocial. Não existe doença esquizofrenia, trata-se de um grupo de transtornos mentais psicóticos com diferentes etiologias, que é esquizofrenia: na realidade é uma síndrome (sinais e sintomas).
O Transtorno de Ansiedade
A ansiedade é uma emoção semelhante ao medo: representa um sinal de alarme para situações de ameaças à integridade física ou moral, ou ao sucesso pessoal; frustrações de planos, perda de posição social, de entes queridos.
A ansiedade passa a ser patológica quando se torna uma emoção desagradável e incômoda que surge sem estímulos externos, quando a intensidade, duração e freqüência estão aumentados e associados ao prejuízo do desempenho social ou profissional do indivíduo.
Depressão
É uma condição médica comum em cuidados primários, tendo em geral, uma evolução crônica caracterizada por episódios recorrentes. Está frequentemente associada com incapacitação funcional e comprometimento da saúde física.
Os pacientes deprimidos apresentam limitações das suas atividades e bem estar.
A depressão em geral é um transtorno crônico e recorrente.
Diagnóstico de Depressão:
Sintomas Fundamentais:
1) Humor deprimido;
2) Perda de interesse;
3) Fatigabilidade.
Sintomas Acessórios:
1) Concentração e atenção reduzida;
2) Auto-estima e auto-confiança reduzidas;
3) Idéias de culpa e inutilidade;
4) Visões pessimistas do futuro;
5) Sono perturbado;
6) Idéias ou atos auto-lesivos ou suicídio.
A personalidade é a “qualidade” do que é pessoal; o conjunto dos caracteres exclusivos de uma pessoa, aquilo que a distingue de outra, que lhe é próprio e essencial. Individualidade consciente, pessoa muito conhecida.
O caráter é a firmeza de vontade, honradez, aquilo que moralmente distingue um pessoa da outra.
A neurose é transtorno da personalidade, causador de tensões e conflitos internos; na confirmação do eu na esfera amorosa, na ordem profissional e no comportamento social.
As linhas transcritas acima foram confeccionadas, através de manuscritos, por um profissional médico que exerce seu dia-a-dia hipocrático no campo da saúde pública, tentando refletir sobre a gênese das várias espécies de violência humana que hoje nos assola e nos condiciona a perceber o modelo de vida contemporâneo que foi adotado até então, como “fruto normal do progresso”, seja este político, econômico ou social.
Partamos, então, a partir de tais considerações, para algumas reflexões...
Reflitamos sobre como os efeitos colaterais decorrentes da violência física, desencadeada por aspectos fisiológicos e patológicos, internos e externos, inicialmente citados no presente texto, tem atingido indistintamente todos os cidadãos, da periferia aos bairros nobres, do desempregado às autoridades públicas e grandes empresários.
Pensemos particularmente que assim como a forma física, as violências moral e ética, têm se disseminado em nosso meio como uma epidemia de grandes proporções, capaz de esmagar todos os nossos valores imateriais, como a vida humana, a paz, a tolerância e o respeito às diferenças e ao convívio coletivo.
O menor gesto de desagrado ou desacordo ao que seja considerado padrão social serve de estopim para que as mais diversas formas humanas de eliminação, segregação e expiação venham à tona... não é à toa que Bauman, sociólogo, relata em seu texto “Modernidade e Holocausto” (1998), que nuances segregatórias e racistas inerentes ao holocausto nazista estariam subliminarmente disseminadas em nossa contemporaneidade social... a “medicina e a jardinagem” como formas de eliminação das ervas daninhas, dos contaminados, dos cidadãos socialmente diferentes e descartados pela estrutura econômica e política vigente.
Notemos, com preocupação, que não há vacina, soro, medicamentos, ou qualquer tipo de cura ou tratamento paliativo para a ausência de ética, escrúpulo e caráter humanos. A corrupção, a passividade e a conivência, a intolerância, a impunidade, o nepotismo, o jargão popular de “levar vantagem em tudo”, também conhecido como “lei de Gerson”, são sequelas decorrentes de uma sociedade doente.
Tais desvios de comportamento, longe de serem considerados patológicos, anatômicos ou fisiológicos, estão principalmente e intrinsecamente relacionados à educação e ao espírito humano, e não nos permitem predizer que a ciência dará cabo ou resposta para o caos ou crise moral que assola o país.
Pelo contrário, a epidemia “amoral” nacional, que traz como desdobramento a propagação de todas as espécies de violências físicas e psicológicas, nos mostra como é importante o papel terapêutico que cada cidadão tem, isoladamente ou em família, de provocar mudanças que proporcionem a contenção do avanço deste tipo epidêmico na coletividade: que valores nós temos passado aos nossos filhos, sobrinhos, netos, familiares e amigos ?????????? E ao próximo ????????
As perguntas estão lançadas... as respostas estarão presentes no dia-a-dia, no nosso cotidiano, na diminuição ou aumento das inúmeras formas de violência que se avizinham...
João Peixoto Neto
Farmacêutico-Bioquímico
Bacharel em Direito
Especialista em Direito Sanitário/ENSP/FIOCRUZ
Mestrando em Sociologia PPGS/UFPB
Contribuiu para o presente artigo o Dr. João Peixoto Filho, Médico Clínico Geral, CRM-PB 2815.